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Inmetro, em combate à fraude na bomba de combustível

Há pouco mais de um ano, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) deu início ao seu credenciamento como Autoridade Certificadora (AC) de 1º nível na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). O intuito é emitir certificados digitais para objetos metrológicos, a começar pelas bombas de combustível, e assim combater as fraudes.


Nesta terça-feira (06/12), o Inmetro entregou a chave criptográfica à primeira AC de 2º nível para objetos do Brasil, a empresa Soluti.


A aplicação da certificação digital nas bombas de combustíveis auxiliará no combate às fraudes comuns no abastecimento. A ideia é que através de um APP instalado no smartphone, o consumidor poderá fazer a checagem da quantidade abastecida com o valor a ser pago. O aplicativo está em fase avançada de testes, e também servirá para fiscalização por parte dos órgãos controladores: ”Essa tecnologia permitirá também a rastreabilidade da fraude. É uma demonstração de respeito ao cidadão, que se sentirá empoderado para fazer denúncias”, completou Rodolfo Saboia, chefe da Divisão de Metrologia em Tecnologia da Informação e Telecomunicações (DMTIC) do Inmetro.


Por que a certificação digital pode ser uma solução para o combate à fraude nas bombas de combustível?


A raiz do problema: Por meio de fiscalizações de campo foram identificadas interferência eletrônica nas bombas de combustível do ponto de medição e o ponto de visualização por parte do consumidor. Significa que o visor do consumidor mostra a quantidade esperada, mas a quantidade real que foi abastecida é menos do que o valor pago.


Com a inclusão das assinaturas digitais nas bombas de combustível e a aplicação de novos requisitos de software no regulamento técnico metrológico (RTM), caso ocorra modificação em alguma bomba, o processo de verificação da assinatura digital irá evidenciar a adulteração da bomba de combustível.


O consumidor será capaz de, com seu smartphone, fazer a verificação na bomba e identificar se o equipamento está adulterado ou não.


Fonte: INMETRO

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